Os dejo este poema que no has manda Miguel Barroso escrito en portugués y que hoy queremos darle cabida aquí en este blog que aunque sea mayoritario en castellano, la poesía no tiene fronteras ni lengua. Bello poema sin duda. De todas formas si alguien puede traducirlo, le estaría muy agradecido que me lo enviaran a mi correo.

BIBLIOTHÈQUE EN FEU
sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca
em prateleiras de mel que escorrem para quem amamos
e de dentro das sedas que lambem os livros respiras tu
em eternos sopros de dádiva e saber
em cascos húmidos de humanidade
sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca
com livros livres de lombadas e paginação
perto das memórias intemporais do amor
em que se cedem cópulas alquímicas e misteriosas
sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca
em que se a cuidas, casa-alma, dita-la para mim
e o graal surge, em forma de beijo
imponente, cristalino, honesto e unicelular
(são as salivas dos livros que não li e me mostras
os desejos de sorver o palato da tua biblioteca)
e sem falar mais de livros,
falemos de amor…
aquele tabu em que se diz nada se poder definir
pois eu defino o que sinto na saliva das palavras - simbiose comunicacional - que o amor sou eu
em forma de nós
como um copo de mar sem peixe
como um copo de mar com peixe
como mares sem ou com copos
porque o graal eu descobri
é seda preta e distinta, no recolher sóbrio dos teus medos
na conversão una das tuas expectativas e desejos
ensejo então fundir
abraçar a morte física como gás que respiras
porque posso
porque sim
porque quero
- lembra-te que sou alquimista –
e da distância faço a cama de lavado
e dos ossos obtenho abraços
e de todas as bibliotecas de todas as existências em todos os mundos manda o amor
e o amor sou eu
e eu apanho a natureza no coração com uma rede indestrutível
e sôfrego toco-te um dedo
o dedo sensível com que intuis as coisas do mundo de todos os mundos
e se há mundos que desconheces, eu - alquimista-bibliotecário -
dilacero o peito
rasgo-me ao meio
sou um corpo-casa da alma-biblioteca
lê o que quiseres
tirem-te o pão,
tirem-te membros,
tirem-te alegria,
tirem-te o que amas, tirem-te a luz
e a esperança, tirem-te o riso e aquilo a que chamas de vida,
tirem-te. a ti.
façam o que fizerem, tirem-te o que te tirarem,
nada disso conta
pois vens a meu peito aberto e lês o que quiseres
…
e se nada nessas palavras te afagam
encosta o teu rosto ao sangue quente do meu peito
e segredar-te-ei que te amo
que tu és tu
e que és quem amo
livro de mim
livro de ti
livres em nós,
no amor universal

BIBLIOTHÈQUE EN FEU
sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca
em prateleiras de mel que escorrem para quem amamos
e de dentro das sedas que lambem os livros respiras tu
em eternos sopros de dádiva e saber
em cascos húmidos de humanidade
sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca
com livros livres de lombadas e paginação
perto das memórias intemporais do amor
em que se cedem cópulas alquímicas e misteriosas
sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca
em que se a cuidas, casa-alma, dita-la para mim
e o graal surge, em forma de beijo
imponente, cristalino, honesto e unicelular
(são as salivas dos livros que não li e me mostras
os desejos de sorver o palato da tua biblioteca)
e sem falar mais de livros,
falemos de amor…
aquele tabu em que se diz nada se poder definir
pois eu defino o que sinto na saliva das palavras - simbiose comunicacional - que o amor sou eu
em forma de nós
como um copo de mar sem peixe
como um copo de mar com peixe
como mares sem ou com copos
porque o graal eu descobri
é seda preta e distinta, no recolher sóbrio dos teus medos
na conversão una das tuas expectativas e desejos
ensejo então fundir
abraçar a morte física como gás que respiras
porque posso
porque sim
porque quero
- lembra-te que sou alquimista –
e da distância faço a cama de lavado
e dos ossos obtenho abraços
e de todas as bibliotecas de todas as existências em todos os mundos manda o amor
e o amor sou eu
e eu apanho a natureza no coração com uma rede indestrutível
e sôfrego toco-te um dedo
o dedo sensível com que intuis as coisas do mundo de todos os mundos
e se há mundos que desconheces, eu - alquimista-bibliotecário -
dilacero o peito
rasgo-me ao meio
sou um corpo-casa da alma-biblioteca
lê o que quiseres
tirem-te o pão,
tirem-te membros,
tirem-te alegria,
tirem-te o que amas, tirem-te a luz
e a esperança, tirem-te o riso e aquilo a que chamas de vida,
tirem-te. a ti.
façam o que fizerem, tirem-te o que te tirarem,
nada disso conta
pois vens a meu peito aberto e lês o que quiseres
…
e se nada nessas palavras te afagam
encosta o teu rosto ao sangue quente do meu peito
e segredar-te-ei que te amo
que tu és tu
e que és quem amo
livro de mim
livro de ti
livres em nós,
no amor universal







Publicar un comentario en la entrada